PIB REGISTA UMA VARIAÇÃO ANUAL DE 6.5%


Dados divulgados pelo INE referentes ao IV trimestre de 2010 indicam que o PIB registou uma variação anual de 6.5%, mais 1,3pb em relação ao trimestre anterior e igual período de 2009. Para este crescimento, os ramos da Agricultura e Serviços Financeiros continuaram a ter contribuições significativas, ao registar crescimentos de 13.6% e 15.8%, respectivamente.
Segundo a mesma fonte, o indicador do clima económico registou uma queda em Janeiro de 2011, em relação ao mês anterior, reflectindo, essencialmente, o pessimismo dos respondentes em relação às expectativas de procura e emprego. No entanto, comparativamente a igual período de 2010, a confiança dos empresários mostrou-se mais optimista, ao consolidar a marcha ascendente iniciada em Outubro de 2010.
O indicador de expectativas de emprego acompanhou esta tendência de queda, invertendo assim, a linha ascendente do quarto trimestre de 2010, determinado pelo pessimismo manifestado pelos respondentes dos sectores de transportes e alojamento e restauração quanto ao emprego futuro, com excepção dos do sector de produção industrial, que expressaram algum optimismo.
No mesmo período, o indicador de emprego actual comportou-se de forma semelhante ao dos outros dois indicadores acima descritos, ao registar uma queda assinalável em todos os sectores, excepto nos ramos de Transportes e da Produção Industrial, que registaram um aumento.
Em Janeiro de 2011, os preços médios internacionais das principais mercadorias exportadas por Moçambique continuaram a registar aumentos, em termos anuais, com destaque para o algodão (131.2%), açúcar (13.1%) e alumínio (9.4%). De igual forma, os preços médios internacionais das principais mercadorias importadas por Moçambique, com impacto na inflação doméstica, também tendem a aumentar, em termos anuais, exceptuando o preço do arroz que reduziu em 11,8%. Destacar a alta dos preços de trigo (62.3%), milho (58.6%) e barril de brent (26.1%). Decorrente da instabilidade que se vive no Médio Oriente e norte de África principais produtores e exportadores de petróleo e seus derivados, os preços desta mercadoria vêm observando subidas persistentes e preocupantes, concorrendo para o agravamento do custo de vida em todas as economias do mundo. No dia 9 de Março de 2011, o barril de petróleo Brent estava cotado em 115,2 USD.
Fonte: www.bancomoc.mz/Noticias.aspx?id=N

DÓLAR AMERICANO CONTINUA A DEPRECIAR-SE EM RELAÇÃO AO METICALNo dia 15 de Abril de 2011, a cotação média do Dólar norte-americano no Mercado Cambial I


Segundo banco de Moçambique, No dia 15 de Abril de 2011, a cotação média do Dólar norte-americano no Mercado Cambial Interbancário (MCI) foi de 30.71 MT, o que corresponde a uma apreciação nominal do Metical na magnitude de 0.29%, comparativamente à taxa que vigorou no fecho da quinzena anterior. Em termos acumulados e anuais, a moeda nacional registou ganhos nominais de 6.46% e 6.06%, respectivamente.

Por seu turno, a taxa de câmbio do Metical face ao Dólar norte – americano praticada pelos bancos comerciais nas suas operações com o público fixou-se nos 30.84 MT/USD no dia 15 de Abril de 2011, após 30.70 MT/USD no fecho da quinzena anterior, tendo, em termos anuais, se registado uma apreciação da moeda nacional em 8.9%, contra uma depreciação de 21.9% observada no período homólogo de 2010.

O diferencial entre a cotação do Dólar americano no MCI e a taxa de câmbio média praticada pelos bancos comerciais nas suas operações com o público fixou-se no território positive, na magnitude de 0.42% no dia 15 de Abril de 2011, após um diferencial negativo de 0.32% apurado no dia 31 de Março. Enquanto isso, o diferencial entre a taxa de câmbio média praticada pelos bancos comerciais nas suas operações com o público e a que vigorou nas casas de câmbio foi de 3.84%, após 4.06% no fecho da quinzena anterior.

Do cruzamento da cotação do Dólar americano na praça de Londres com o câmbio desta moeda no mercado doméstico, resultaram para o mesmo período, cotações de 44.27 MT/EUR e 4.47 MT/ZAR, níveis que relativamente ao fecho da segunda quinzena de Março, representam uma depreciação nominal do Metical de 1.44% face ao Euro e uma apreciação nominal de 1.54% em relação ao Rand. Com estas variações, em termos acumulados, observou-se uma depreciação da moeda nacional em 0.82% face ao Euro, e ganhos nominais de 10.06% face ao Rand. No que tange a tendência anual, o Metical registou uma ligeira apreciação na magnitude de 0.07% face ao Euro, e perdeu terreno em 0.45% face ao Rand, até 15 de Abril de 2011.


Fonte:http://www.bancomoc.mz/Noticias.aspx?id=338
, quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Guerra na Líbia: Coligação Ocidental dá início à "zona de exclusão terrestre" contra forças do governo




Segundo a Rádio Moçambique (RM) na sua página infoma que a  intervenção das forças da coligação na Líbia entrou numa nova fase. Uma vez neutralizados os aviões, baterias antiaéreas e sistemas de radar do exército governamental, a operação evoluiu de zona de exclusão aérea para zona de exclusão terrestre. Os bombardeamentos concentram-se em desfazer o cerco de tanques e de baterias de foguetes do regime em torno das cidades controladas pelos rebeldes e em cortar as linhas de suprimento das forças leais a Kadafi.

No primeiro ataque do gênero, caças franceses destruíram na última quinta-feira um pequeno avião líbio que havia violado a zona de exclusão aérea perto de Misrata, a terceira maior cidade do país, com 450 mil habitantes. Enquanto continuavam a disparar mísseis contra alvos militares em Trípoli, os aliados estenderam as operações para os arredores de Misrata e também para as cidades que dão acesso a Zintan, 120 km ao sul da capital, e Ajdabiya, 160 km a oeste de Bengasi, a "capital rebelde".

As três últimas são as cidades mais fustigadas pela artilharia do exército, que as deixou semidestruídas, sem água e electricidade. Moradores de Misrata disseram que os tanques e foguetes tinham parado de atacar a cidade, mas franco-atiradores continuavam a actuar.

Aparentemente, os bombardeamentos das forças da coligação serviram de cobertura para os rebeldes. O coronel-aviador Ahmed Omar Bani, novo porta-voz do comando militar rebelde, afirmou que 22 dos 39 tanques que cercavam Misrata foram destruídos com granadas propelidas por foguetes.

Confrontos - Os combates entre forças líbias e os rebeldes continuam nesta sexta-feira, em Misrata, Zintan e Ajdabiya. Nas últimas 24 horas, as forças aliadas lançaram 153 incursões aéreas contra posições do governo e 16 ataques com mísseis Tomahawk.

Depois das tropas do Ocidente terem expulsado as forças do regime de Bengasi no final de semana, os insurgentes rebeldes retomaram fôlego e rumaram à Ajdabiya, mas ainda não conseguiram tomar a cidade. As brigadas de Kadafi atacaram com foguetes aqueles que se aproximaram do local na manhã desta sexta. Ajdabiya é estratégica porque abriga uma estrada para Tobruk, cidade fronteiriça com o Egipto, o que permitiria isolar Bengasi.

Histórico - A coligação formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Catar, Noruega, Bélgica, Dinamarca, Romênia, Holanda e Espanha deu início no sábado a uma intervenção militar na Líbia, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A resolução da ONU prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de "quaisquer medidas necessárias" para impedir "o massacre de civis" pelas tropas de Kadafi, que está no poder há 41 anos e enfrenta um revolta há mais de um mês. Desde o início da acção ocidental, os insurgentes ganharam força. De acordo com informações dos rebeldes, entre 8.000 e 10.000 pessoas já morreram na Líbia desde o início da revolta contra Kadafi.

Na tarde da última quinta, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato) decidiu assumir o controle das operações. A notícia foi celebrada pelos governos da Grã Bretanha e Itália. Para Londres, a decisão foi “um significativo passo à frente”, enquanto o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi disse estar “absolutamente satisfeito”.

Maputo-Matola : rubricado acordo para desenvolvimento do Metro de superfície

Fonte: (RM/AIM)
Moçambique e Itália rubricaram hoje, em Maputo, um memorando de entendimento para a realização de um estudo de viabilidade para a construção de um sistema de metro de superfície ligando os municípios de Maputo e da Matola.

A empresa italiana “SALCEF Construzioni Edili e Ferroviarie” vai investir fundos próprios para o desenvolvimento do referido estudo, orçado entre 7,5 e 10 milhões de euros e que deverá ser concluído dentro de 120 dias.

O acordo foi assinado pelos Presidentes dos municípios de Maputo, a capital moçambicana, e Matola, David Simango e Arão Nhancale, respectivamente, e pelo representante da empresa italiana, Panfilo Salciccia.

Testemunharam o acto o titular da pasta dos transportes e comunicações, Paulo Zucula, e o embaixador italiano acreditado em Maputo, Carlo Lo Cascio.

Para além dos custos do estudo de viabilidade, a empresa italiana deverá ainda desembolsar cerca de 40 milhões de euros para avançar com a primeira fase da construção do sistema eléctrico do referido metro.

“Esta empresa vai arriscar com o seu capital para o estudo que deverá absorver entre 15 e 20 por cento do total de 50 milhões de euros que a mesma (empresa) dispõe para avançar até a conclusão da primeira fase do projecto”, disse o Ministro Paulo Zucula, falando a imprensa minutos após o término da cerimónia.

Sem avançar as especificidades da primeira fase do projecto, Zucula manifestou a sua satisfação com o acordo, afirmando que “este é um dos processos mais dinâmicos que jamais liderei na minha carreira na função pública”.

Com efeito, este projecto começou a ser tratado no passado mês de Outubro. “E no presente mês de Março, já temos um acordo sólido. A nossa vontade é que o metro de superfície entre Maputo e Matola seja eficaz, pois Moçambique está a crescer e os desafios do transporte também não param”, vincou o Ministro.

Por seu turno, o representante da empresa italiana, responsável pela obra, Panfilo Salciccia, disse esperar que o projecto seja um exemplo de como é que se deve integrar o sistema de transporte em grandes aglomerados populacionais.

Ele garantiu que a experiência de mais de 40 anos na área ferroviária, só por si é sinal que Maputo e Matola poderão contar com uma infra-estrutura de transporte impressionante.

Por seu turno, o edil da cidade de Maputo, David Simango, considerou o acordo com um sinal que, com vontade, é possível ultrapassar a situação crítica de transporte que estas duas cidades vivem, sobretudo desde os finais do ano passado a esta parte.

Para Arão Nhancale, edil da Matola, as mais de 200 mil pessoas que diariamente cruzam Maputo e Matola, querem ver resolvidos os problemas de transporte, pois é um assunto que “mexe” directamente com a sua vida.

A SALCEF Construzioni Edili e Ferroviarie é uma empresa especializada em linhas-férreas e obras de construção civil.
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