Guerra na Líbia: Coligação Ocidental dá início à "zona de exclusão terrestre" contra forças do governo




Segundo a Rádio Moçambique (RM) na sua página infoma que a  intervenção das forças da coligação na Líbia entrou numa nova fase. Uma vez neutralizados os aviões, baterias antiaéreas e sistemas de radar do exército governamental, a operação evoluiu de zona de exclusão aérea para zona de exclusão terrestre. Os bombardeamentos concentram-se em desfazer o cerco de tanques e de baterias de foguetes do regime em torno das cidades controladas pelos rebeldes e em cortar as linhas de suprimento das forças leais a Kadafi.

No primeiro ataque do gênero, caças franceses destruíram na última quinta-feira um pequeno avião líbio que havia violado a zona de exclusão aérea perto de Misrata, a terceira maior cidade do país, com 450 mil habitantes. Enquanto continuavam a disparar mísseis contra alvos militares em Trípoli, os aliados estenderam as operações para os arredores de Misrata e também para as cidades que dão acesso a Zintan, 120 km ao sul da capital, e Ajdabiya, 160 km a oeste de Bengasi, a "capital rebelde".

As três últimas são as cidades mais fustigadas pela artilharia do exército, que as deixou semidestruídas, sem água e electricidade. Moradores de Misrata disseram que os tanques e foguetes tinham parado de atacar a cidade, mas franco-atiradores continuavam a actuar.

Aparentemente, os bombardeamentos das forças da coligação serviram de cobertura para os rebeldes. O coronel-aviador Ahmed Omar Bani, novo porta-voz do comando militar rebelde, afirmou que 22 dos 39 tanques que cercavam Misrata foram destruídos com granadas propelidas por foguetes.

Confrontos - Os combates entre forças líbias e os rebeldes continuam nesta sexta-feira, em Misrata, Zintan e Ajdabiya. Nas últimas 24 horas, as forças aliadas lançaram 153 incursões aéreas contra posições do governo e 16 ataques com mísseis Tomahawk.

Depois das tropas do Ocidente terem expulsado as forças do regime de Bengasi no final de semana, os insurgentes rebeldes retomaram fôlego e rumaram à Ajdabiya, mas ainda não conseguiram tomar a cidade. As brigadas de Kadafi atacaram com foguetes aqueles que se aproximaram do local na manhã desta sexta. Ajdabiya é estratégica porque abriga uma estrada para Tobruk, cidade fronteiriça com o Egipto, o que permitiria isolar Bengasi.

Histórico - A coligação formada por EUA, França, Reino Unido, Itália, Canadá, Catar, Noruega, Bélgica, Dinamarca, Romênia, Holanda e Espanha deu início no sábado a uma intervenção militar na Líbia, sob mandado da resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A resolução da ONU prevê a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia e a tomada de "quaisquer medidas necessárias" para impedir "o massacre de civis" pelas tropas de Kadafi, que está no poder há 41 anos e enfrenta um revolta há mais de um mês. Desde o início da acção ocidental, os insurgentes ganharam força. De acordo com informações dos rebeldes, entre 8.000 e 10.000 pessoas já morreram na Líbia desde o início da revolta contra Kadafi.

Na tarde da última quinta, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato) decidiu assumir o controle das operações. A notícia foi celebrada pelos governos da Grã Bretanha e Itália. Para Londres, a decisão foi “um significativo passo à frente”, enquanto o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi disse estar “absolutamente satisfeito”.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Qual é a tua posição sobre a matéria???

Tire todas as suas dúvidas sobre blogs.

Pesquise neste blogue