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Segundo a fonte: www.rm.co.mz (Rádio Moçambique) : Um dia depois de perder o controle da região leste da Líbia, Muamar Kadafi viu ser tomado também o lado oeste do país.
Milícias contrárias ao governo dominaram várias cidades. Acredita-se que um terço da parte oriental do país esteja sob o domínio dos revoltosos, incluindo Benghazi, a segunda maior cidade do país.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta segunda-feira, 28, que o líder líbio, Muamar Kadafi, deve deixar o poder imediatamente. Em discurso no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, a chefe da diplomacia dos EUA disse que nenhuma opção está descartada "enquanto Kadafi continuar a matar civis".
"Kadafi e aqueles próximos a ele devem responder pelos seus actos, que violam as leis internacionais e o mínimo de decência humana", disse Hillary. "Ele deve sair agora, sem violência, nem atraso".
A secretária de Estado reuniu-se com representantes de países europeus, Rússia e Austrália para coordenar a resposta da comunidade internacional à crise na Líbia. A UE aprovou, a exemplo da ONU e dos EUA, o embargo à venda de armas, congelamento de bens e cancelamento da imunidade diplomática de Kadafi e familiares.
Hillary defende sanções mais duras. Os países ocidentais discutem a implementação de uma zona de exclusão aérea no país. A Alemanha propôs congelar a transferência de recursos para a Líbia por 60 dias.
A fonte indica ainda que, O filho do líder da Líbia Muammar Kadafi, Saif Al-Islam, disse na noite deste domingo, 20, que as manifestações no país correm o risco de virar uma guerra civil, na sequência dos confrontos sangrentos que pedem a saída do ditador, há 41 anos no poder. Em declarações na TV estatal, ele disse que o seu pai continua no país, protegido pelas Forças Armadas, e que não vão desistir. "Nós vamos lutar até o último minuto, até a última munição e até que o último homem estivesse de pé. O Exército está e vai continuar fiel (a meu pai)".
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"Não somos a Tunísia nem o Egipto", também afirmou, referindo-se aos protestos que derrubaram Ben Ali e Hosni Mubarak do poder nos países vizinhos e que inspiraram a população líbia. Saif negou que haja centenas de mortos nos últimos dias e que a mídia "exagera" a situação.
O filho de Kadafi assumiu que o Exército e as forças de seguranças erraram na repressão de manifestantes, devido ao seu pobre treinamento. Mais cedo, disse que manifestantes haviam tomado algumas bases militares, armas e tanques, e advertiu que uma guerra civil iria acabar com a riqueza petrolífera do país. Segundo ele, há relatos de que soldados teriam sido atacados por pessoas "sob a influência de drogas".
O filho de Kadafi garantiu que a Líbia segue em direção ao "grande caos" porque um movimento separatista estava a ameaçar a unidade nacional, já que existe a intenção de dividir o país em vários pequenos estados islâmicos, mas que dezenas de milhares de cidadãos vão a Trípoli em defesa do seu pai. "A Líbia é feita de tribos e não de partidos políticos. Não queremos uma guerra civil."
Saif Al-Islam Kadafi disse ainda que o Congresso Popular Geral vai se reunir neste segunda-feira para discutir uma agenda "clara" de reformas e adiantou que o governo vai "aumentar os salários" dos funcionários.
Disse que o regime está disposto a retirar algumas restrições e começar a discutir reformas na Constituição, inclusive relativas à comunicação social, no que ele descreveu como uma "iniciativa nacional histórica".
Protestos. Mais cedo,manifestantes voltaram a tomar as ruas de Trípoli, a capital líbia, e Benghazi, a segunda cidade mais importante do país, pedindo a saída do ditador do poder.
Testemunhas disseram ter ouvido barulho de tiros na região da Praça Verde, na região central da capital e que manifestantes antigoverno atearam fogo em veículos. A polícia e forças de segurança tentavam dispersar os grupos com gás lacrimogêneo.
Ainda conforme relato de testemunhas, a população que está nas ruas grita "Alahu Akbar" (Deus é grande) e arremessam pedras contra cartazes e faixas com imagens de Kadafi.
(Com Reuters, AP, BBC Brasil e EFE)

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